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Você conhece esses métodos integrativos da fisioterapia?

Osteopatia, rolfing integração estrutural e movimento integrado

Osteopatia é uma Filosofia de tratamento, uma forma de raciocínio que entende o organismo como um todo, não é apenas um tratamento para “ossos”, como muitas pessoas imaginam.

E um método de abordagem baseado na anatomia e fisiologia, no estudo da mobilidade dos diversos tecidos corporais, como os músculos, as articulações, as fáscias, as vísceras, as veias e artérias, os vasos linfáticos, os nervos, entre outros. De forma sistêmica e integrativa, através de variadas técnicas manipulativas o profissional busca devolver ao corpo do paciente sua capacidade de auto regulação e assim, atingir um estado de saúde e bem estar.

Criada pelo médico americano, Dr. Andrew Taylor Still, que durante o período da guerra civil americana procurou compreender melhor a anatomia e a integralidade do corpo humano, rompendo com as práticas curativas da época, buscou entender e tratar o ser humano de forma integral, correlacionando os diversos sistemas corporais e estes com o meio, a natureza.

Em 1892 foi sistematizada a formação em Osteopatia, nos estados Unidos e em 1897 foi reconhecida como uma nova prática da medicina. Nessa época, Still conhece John Martin LittleJohn, médico fisiologista da Escócia que muito contribuiu para a evolução dessa prática.

Na década de 80 chega ao Brasil e somente na década de 90 é estabelecida a formação em Osteopatia no país, uma área de atuação da Fisioterapia.

A Osteopatia vem passando por um processo de mudança, acompanhando as atualizações dos conceitos e conclusões da ciência no que diz respeito ao modelo biopsicossocial e neurofisiologia.

O sucesso desse tratamento se deve à alta capacidade de resolução de problemas em menos tempo, devido a especificidade e precisão das técnicas, a escolha da ferramenta adequada, qual tecido abordar e o momento oportuno dessa intervenção.

Precisamos avaliar e entender a necessidade de cada indivíduo, e “enxergá-lo” como um complexo de corpo, alma, mente e espírito. Elaboramos um raciocínio diagnóstico, onde o principal mecanismo é a interdependência dos sistemas, visamos integrar, segundo a queixa do paciente, como está o funcionamento dos diversos sistemas e como esta interação vem gerando uma resposta no corpo do indivíduo, buscando sempre tratar a origem dessas disfunções.

 

O ROLFING

Começamos pelo Rolfing Integração Estrutural. Tem este nome para homenagear a bioquímica americana Ida Rolf. Foi ela uma das primeiras cientistas a estudar a importância e funções da FÁSCIA. Estudou durante 50 anos e em 1971 nasceu o Rolf Institute of Estructural Integration em Boulder, Estados Unidos.

Existem dois tipos de sessões dentro do processo do Rolfing. Uma estrututal, onde a ferramenta é a liberação miofascial sitêmica (terapia manual), com objetivo de aumentar a fluência dos tecidos e dos movimentos.

A outra abordagem são as sessões de movimento. Onde levamos o cliente a melhorar sua percepção corporal e resignificar seus padrões de movimento.

Os benefíicos são muitos: tornar os movimentos mais livres e eficientes;  proporcionar maior percepção corporal e auto-cura – já que a pessoa  passa  a perceber  melhor a forma que se movimenta, consegue entender e sentir por onde ela inicia os movimentos, quais regiões ficam tensionadas em determinados momentos da vida e de que forma isso afeta sua postura e influencia nas suas dores. Esse novo olhar sobre os padrões posturais estáticos e dinâmicos pode levar à evolução emocional, através da percepção corporal.

Pra que serve?

Para melhora da postura, dores musculares e miofasciais, autoconhecimento, elaboração de alguns traumas, melhora da qualidade do sono e manejo da ansiedade.

 

MOVIMENTO INTEGRATIVO

Uma sessão dinâmica onde levamos em conta a preservação morfofuncional, ou seja, a manutenção da forma e função das células que compõem o corpo. Através de diversos movimentos, procuramos remodelar estas estruturas.

Levamos em consideração as escolhas dos movimentos, quais são as mais mais favoráveis – carga, intensidade, variabilidade, volume e frequência. Sabemos que através do movimento temos a proliferação de moléculas importantes para a saúde tanto das células que  formam os tecidos, como das substâncias em que estas células ficam mergulhadas, evitando o enrejecimento corporal.

Nestas sessões, estimulamos a mobilidade articular, estabilidade e força, sempre pensando na biomecânica funcional, como o corpo se movimenta. Tudo isso em uma sessão individualizada! Buscamos de forma lúdica uma enorme varialibilidade de movimentos e tarefas diferenciadas.